sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

APOLOGÉTICA EM NOVO TEMPO - O RETORNO

Bem meus amigos, sei que a maioria das pessoas fazem as suas "resoluções de ano novo", que em grande parte nunca são levadas adiante. Comigo não é diferente, sou normal (não riam), e uma das tais resoluções é voltar a escrever em meus blogs.

Este é de apologética e será o primeiro a ser revisitado. Esta resolução é fruto das inúmeras "provocações" de meu amigo querido Jayme Roberto Barros. que todos os dias me bombardeia com questões sobre bíblia, Jesus Cristo, fé, igreja...

Obrigado meu amigo do peito! Você despertou algo que estava adormecido em mim! Só posso crer que fostes INSTRUMENTO DA PROVIDENCIA DIVINA em minha vida!

Marco Feliciano diz receber "proteção espiritual" de Pai de Santo

 Vivemos um cristianismo onde, numa escala de valores, a popularidade é mais importante que a verdade!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Edições Inusitadas da Bíblia I: Edição NTLH com Deuterocanônicos (Apócrifos)


Por Guilherme Parizio

Estava editando uns álbuns aqui no face e vi a foto dessa minha bíblia. Fui à estante e comecei a manusear a mesma.  Resolvi  então colocar em prática o projeto que tive em mente no dia em que a adquiri: escrever uma pequena resenha sobre ela . Aqui vai. É um pequeno esboço.

Um fato inusitado: esta bíblia é uma coedição da SBB com as Edições Paulinas. É uma edição da NTLH acrescentada com os deuterocanônicos (apócrifos, como nós protestantes costumamos nomear).  O texto canônico é de autoria e responsabilidade da SBB. Os deuterocanônicos (Tobias, Judite adições a Ester, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque e adições a Daniel) da SBU, Sociedade Bíblica Unida. Analisando a introdução, pude perceber que estes últimos (os deuterocanônicos) também são considerados NTLH, não obstante a tradução ter sido traduzida por outra entidade que não a SBB. Os editores afirmam que “tradutores da SBU e peritos católicos, designados pela CNBB, trabalharam esmeradamente na revisão dos livros deuterocanônicos” (do prefácio, grifo acrescentado). Essa parceria não é novidade, pois já nos anos 80 a SBB e a CNBB já haviam consolidado uma parceria ao publicarem uma edição catequética do novo testamento na antiga tradução TLH, precursora da atual NTLH. A bíblia completa só saiu a lume em 2005. A demora se deu exatamente por não haver uma tradução dos deuterocanônicos em linguagem popular. Em 1990 foi lançada a “Edição Pastoral”, mas dessa vez sob a tutela única da Igreja Católica, por intermédio da Paulus. Não havia sentido de se publicar um texto do A.T. faltando uma parte importante da escritura, no entendimento católico.  Seria como publicar uma bíblia mutilada. Algo como um novo testamento sem as epistolas gerais ou sem algumas cartas de Paulo. Também não faria sentido publicar uma edição com uma parte do texto em TLH e outra parte em, digamos, tradução do padre Matos Soares. Agora esse problema está resolvido: com essa bíblia o esforço ecumênico e pastoral latino-americano ganha um pouco mais de fôlego. Não sem, claro, resistência por parte dos mais conservadores. Uma pequena polêmica se levantou na época do lançamento, que foi rapidamente esquecida. Na verdade, não tenho dificuldade em usar essa bíblia e em indica-la para um amigo. Acho que toda tradução honesta da Bíblia é válida. Se essa vem com os apócrifos considero um “bônus”. Sei que no mundo acadêmico e da erudição bíblica não há barreiras denominacionais.  Eu de cá adquiri o meu exemplar a algum tempo. Agora daí a endossar o conteúdo desses livros é um abismo colossal.  Mas isso é assunto para outro post.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Quem são os Mormons

                                  Documentário da Rede Bandeirantes sobre o mormonismo


Lembrem-se de que esse documentário não tem cunho apologético, ou seja, o intuito da emissora e o viés que o jornalista (agnóstico) segue é pura e exclusivamente informativo. Publiquei pra que o leitor tire suas próprias conclusões, não obstante ser notória minha posição a respeito desse grupo religioso.








domingo, 17 de junho de 2012

terça-feira, 8 de março de 2011

Teologia Relacional - Cartas Debate Ricardo Gondim e Eros Pasquini

Rev. Augusto Nicodemus Lopes
Talvez o Apologética em Novo Tempo, juntamente com o Crer Também é Pensar, esteja chegando atrasado nesse debate. Mas estou percebendo que agora é que esse assunto está saindo do meio acadêmico e indo para o meio da IGREJA . Então vejo que devo me envolver um pouco no assunto, pois nunca tive a pretensão de polemizar com ninguém gratuitamente. Só o faço agora por que acho que muitas pessoas podem se confundir com esse "negócio" doido. Estou me inteirando do assunto, adquirindo livros que tratam do tema e lendo tudo que é publicado na rede.
Como sempre deixei claro, esse blog é aberto a pessoas de qualquer confissão religiosa e todos podem participar do debate, porém nunca escondi de ninguém que sou cristão evangélico e continuo crendo nos postulados de minha fé. Quero ainda dizer que sempre admirei os dois maiores envolvidos nessa polêmica, os pastores Ricardo Gondim e Augusto Nicodemus Lopes. É incrível, mas fui influenciado pelos dois na minha caminhada cristã. Esse último é teólogo ligado a minha denominação de origem, Igreja Presbiteriana do Brasil, e aquele representa (ainda que de modo diferenciado) minha denominação atual, Assembleia de Deus.


Um primeiro olhar sobre o assunto pode nos induzir ao erro de taxar o debate a simples querela de calvinista versus arminiano, mas isso é um engano. O Dr. Augusto Nicodemus salienta esse ponto quando afirma que o assunto deve ser entendido, não como uma discussão entre calvinistas e arminianos, mas destes dois contra a teologia relacional. Vários líderes calvinistas e arminianos no âmbito mundial têm considerado esta visão da teologia relacional como alheia ao cristianismo” (Teologia Relacional, um novo deus no mercado http://www.monergismo.com/textos/presciencia/augustus_teologia_relacional.htm).
Percebo, é claro, apesar dessa sábia analise do Dr. Augusto, que o posicionamento teológico relacional é muito mais suscetível de surgir (e muito mais confortavelmente adequado)  em uma cosmovisão arminiana, do que em uma uma calvinista. Acredito que é muito mais fácil para um arminiano abraçar o conceito e o continuar sendo do que um calvinista o fazer sem o deixar de ser.

Bem, após essa introdução gostaria de iniciar com uma carta aberta do Pastor Eros Pasquini, publicada no site Monergismo que contém um texto do Pastor Ricardo Gondim, e as subseqüentes réplicas e tréplicas. Comentários serão bem vindos.

Na Paz de Cristo,
Guilherme Parizio
Pastor Ricardo Gondim

Tsunami: Carta Aberta a Ricardo Gondim

Publicado em 20 de março de 2009 – 13:57
por Pr. Eros Pasquini
A “carta aberta” abaixo foi escrita pelo Pr. Eros Pasquini em virtude de um artigo do Pr. Ricardo Gondim (“Quem Deus ouviu primeiro”), disponível no site do mesmo, no qual ele defende a heresia do “Open Theism” [Teísmo Aberto], fazendo declarações absurdas e blasfemas a respeito de Deus.
Para ajudar o leitor, postaremos os textos na seguinte ordem:
1 – Texto do Pr. Gondim – “Quem Deus ouviu primeiro”;
2 – “Carta aberta” do Pr. Eros Pasquini;
3 – Réplica do Pr. Gondim;
4 – Tréplica do Pr. Eros Pasquini;

Nos textos do Pr. Eros, deixaremos as citações do Gondim, às quais ele faz referência, em azul, para facilitar a leitura.

1 – Texto do Pr. Ricardo Gondim:

O texto abaixo foi retirado do site do Pr. Ricardo Gondim, mas não se encontra mais disponível.
Quem Deus ouviu primeiro?
Ricardo Gondim
No domingo, 26 de dezembro, cantamos Noite Feliz, Noite de Paz. A igreja lotada com cerca de duas mil pessoas, se comovia com o coral de homens e mulheres sorridentes, vestidos de batas prateadas. Celebramos uma autêntica noite de paz. Um holofote de luz azulada se refletia nas roupas colorindo todo o ambiente de uma penumbra bucólica. Apesar do verão em nosso hemisfério, um frio tímido e gostoso nos envolvia, dando a falsa impressão de um natal europeu. Em pé, cantamos que Deus é supremo e afirmamos, de olhos úmidos, que não há outro além do Senhor.
Naquele mesmo momento, na Ásia, os primeiros raios da madrugada da segunda-feira, dia 27, iluminavam o rosto inchado de crianças boiando em charcos de lama. O domingo terminara sem nenhum coral perfilado e sem cultos em nenhuma igreja. Só ressoavam gritos de mulheres, milhares delas, que mesmo acostumadas à miséria, nunca aprenderam a aceitar a morte. Na Índia, Sri Lanka, Tailândia, Indonésia, não houve noite de paz e ninguém “dormiu em derredor”.
Deus ouvia quem? Nosso culto intimista ou o caos asiático? Ele conseguia se manter atento à nossa gratidão pela mesa farta que devoramos dois dias antes, ou se curvava ao clamor dos órfãos do tsunami? Deus percebeu nossos olhos comovidos pelo presépio improvisado por nossos filhos ou atentava ao choro da viúva solitária? Será que o Senhor considerou ridículo o sermão do pastor que naquele momento prometia, um ano novo de prosperidade e que o Todo Poderoso cumpriria os desejos de um auditório egocêntrico? Será que Deus pode ser tão perfeito que consiga separar tão perfeitamente momentos simultâneos?
Não consigo dormir faz três dias. Permaneço em estado de choque pelo que vi. Não esqueço aquela cena das pessoas num ponto de ônibus, agarradas umas às outras, gritando desesperadas por um socorro que não veio. Chorei quando a televisão mostrou o desespero de um pai desmaiado por haver presenciado o resgate do corpo de seu filho de um monturo de lixo. Não me considero um exemplo de sensibilidade, e nem minha empatia pela sorte dos desvalidos serve de modelo para a humanidade. Se eu que sou mau, não consigo continuar impassível diante de cenas tão chocantes, Deus conseguiria?
Admito que esses meus questionamentos não ajudam a dar respostas sobre uma teodicéia convincente. Sei o que os filósofos e teólogos perguntam: “Se Deus é onipotente e bom, como pôde acontecer tamanha tragédia? Se Ele é onipotente e nada fez, resta-nos pensar que não é bom. Se é bom e não tomou nenhuma iniciativa, temos que deduzir que não é onipotente”.
Alguns respondem que na sua providência eterna, Ele sabe o que faz e que seus “atos divinos” não podem ser argüidos por nós, meros vasos de desonra; Deus dá vida e mata quem quiser. Confesso que já tentei, mas cheguei à conclusão que não há nenhuma força persuasiva no universo que me convença desses argumentos. Não aceito que Deus, para alcançar seu propósito, produza um sofrimento brutal em tanta gente miserável, que não pediu para nascer na beira de uma praia paupérrima. Outros argumentam que Deus não pode ser responsabilizado por um holocausto, pelos simples fato de que não foi Ele quem colocou as pessoas pobres naquela situação de extrema miséria. Esses afirmam que embora Deus já soubesse todos os desdobramentos do terremoto, não fez nada, porque queria manifestar sua glória a um mundo rebelde. Será que a glória de Deus custa tão caro? Meu coração continua insatisfeito.
Acredito que diante duma tragédia dessa magnitude precisamos repensar alguns conceitos teológicos. Por exemplo: o que significa a palavra Soberania; o que se entende por Onipotência? Conceitos como esses significam o quê dentro dos paradigmas das ciências sociais pós-modernas? Será que não estamos insistindo em ler as Escrituras com as mesmas lentes dos medievais? Não projetamos para a Divindade as mesmas idéias que eles nutriam sobre seus reis déspotas?
Estou convencido que a teologia clássica não responde mais às indagações que nascem diante de eventos fortuitos que matam indiscriminadamente; sequer consegue lidar com a aleatoriedade quântica ou com os movimentos despropositais da natureza. Sinto que a mensagem evangélica utilitária e geradora de sentimentos ensimesmados, perdeu seu sentido, mesmo tendo dominado o cristianismo ocidental por séculos.
Admito que não há respostas fáceis. Eu não saberia como consolar os parentes das mais de sessenta mil pessoas mortas – um terço eram crianças. Porém, estou certo que precisamos rever os alicerces em que montávamos nosso edifício teológico.
Hoje sei que Deus não nos criou com o intuito de micro gerenciar todos os nossos atos. Ele não queria que formássemos sistemas religiosos em que O responsabilizaríamos por triunfos e tragédias humanas. Precisamos tomar cuidado quando afirmamos: Deus é amor! O que essa frase significa em relação à Sua ausência misteriosa? Quais as últimas implicações do Seu desejo de se relacionar com a humanidade? A não-onipotência de Jesus Cristo é semelhante à não-onipotência de Jeová?
Só uma réstia da revelação brilha em minha alma: o Deus da Bíblia soberanamente criou o universo, mas ao formar mulheres e homens, abriu mão de sua Soberania para estabelecer relacionamentos verdadeiros. Ele não se despojou de sua natureza onipotente, que por definição não podia fazer, mas se esvaziou de suas prerrogativas divinas – evidenciadas em Jesus Cristo.
Não, Ele não pôde evitar a catástrofe asiática. Assim, sinto que a morte de milhares de pessoas, machucou infinitamente mais o coração de Deus do que o meu – o sofrimento é proporcional ao amor. O pouco que conheço sobre Deus e sobre seu caráter me indica que há muitas lágrimas no céu.
Mas Deus podia e pode se fazer presente no meio da tragédia. Ele podia ter evitado muitas mortes, se déssemos ouvidos aos seus princípios e verdades e a humanidade usasse o dinheiro gasto em armas e bombas para viver num mundo mais justo. Bastava que um sistema de alarme, construído pelos homens, tivesse soado e muitas vidas teriam sido poupadas. Agora, o rosto de Deus se evidenciará nos pés e nas mãos de cada voluntário que acudir aos que choram.
Continuo perplexo diante de tudo o que nos sobreveio e sem todas repostas, mas espero que minhas intuições estejam me conduzindo no rumo certo.
Soli Deo Gloria
Pastor Eros Pasquini

2 -”Carta Aberta” do Pr. Eros Pasquini:

Gondim me assusta! Em lugar de ser um “ministro da reconciliação”, num momento crítico da humanidade, ele se constitui num “ministro da tragédia”, alguém que, em lugar de aproveitar a oportunidade para firmar nossa convicção no Deus da Bíblia, parece se fascinar em semear dúvida… como se Deus estivesse perdendo Sua soberania, Sua onipotência, onipresença, etc.!
Você gostaria de passar a eternidade com o Deus que Gondim descreve? Eu não!!
“[Deus] não pode evitar a catástrofe asiática”…
“…o Deus da Bíblia soberanamente criou o universo, mas ao formar mulheres e homens, abriu mão de sua Soberania para estabelecer relacionamentos verdadeiros”…
Desde quando um Deus Soberano é um Deus a Quem nós possamos “entender”, “explicar Seus atos”, exceto naquilo que Ele mesmo se dignou, por graça e misericórdia, nos revelar através da Bíblia e de Jesus?
“Não aceito que Deus, para alcançar seu propósito, produza um sofrimento brutal em tanta gente miserável, que não pediu para nascer na beira de uma praia paupérrima”. A Bíblia de Gondim deve estar desprovida de Romanos 9.13-24! …terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão… a Escritura diz ao faraó: “Eu o levantei exatamente com este propósito: mostrar em você o meu poder, e para que o meu nome seja proclamado em toda terra”… Quem é você, ó homem, para questionar a Deus?
“Não aceito que Deus… Quem é você, ó Gondim, para questionar a Deus? Desde quando Deus nos deve satisfação do que faz? Não é o recado claro que Deus dá a Jó (38-41)? À luz das declarações de Gondim, como ficam versículos como Jó 42.2: Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado?
É claro que eu, também, como você e como Gondim, venho assistindo a tudo, perplexo, com lágrimas nos olhos, coração inquieto, inevitavelmente recorrendo à pergunta humana e natural “por quê?”, por vezes, principalmente pelos milhares que morreram sem Cristo, e pensando em tantos de nossos irmãos que perderam tudo que possuíam e também seus queridos (os irmãos que morreram, apesar do modo, estão com Cristo!) e estão lutando, em seus corações com conceitos como Soberania, Bondade, Amor de Deus, etc. Essa luta todos temos (os da Ásia, é claro, em grau além do que possamos imaginar). Mas Deus nos deu Sua Palavra – livros como Jó, situações como a de Oséias (ordenado por Deus a casar-se com uma mulher adúltera), como a de Ezequiel [livro de inconfundível relatar da Soberania de Deus em ação, onde Deus tem a liberdade de condenar, estando igualmente livre para ser misericordioso], onde o profeta é informado pelo SENHOR que perderá a mulher e é proibido de chorar a perda (24.15-18) para poder comunicar uma mensagem clara de Deus ao povo impenitente… a Bíblia de Gondim não tem esses textos? Pior que tem…
“A não-onipotência de Jesus Cristo é semelhante à não-onipotência de Jeová?” Quando Gondim solta uma pergunta assim, ele está revelando ignorância de um “pilar” da Cristologia – a unidade hipostática (união em uma única Pessoa, das naturezas humana e divina), querendo atribuir a Deus Pai uma humanidade que não possui, ou ele está querendo minar intencionalmente a confiança das pessoas no Deus que é:
o Espírito
o Vida
o Perfeito
o Único
o Eterno
o Santo
o Transcendente
o Auto-suficiente
o Infinito
o Imutável
o Onipotente
o Onipresente
o Onisciente
o Soberano
o Fiel
o Amor
o Luz
o Verdade
o Bom
o Sábio
o Justo
o Misericordioso
o Gracioso
o Irado (contra o pecado e os ímpios)
o Perdoador
o Paciente
o Reto
o …?
“Acredito que diante duma tragédia dessa magnitude precisamos repensar alguns conceitos teológicos…. [como Soberania, Onipotência]… dentro dos paradigmas das ciências sociais pós-modernas”. Essa é MUITO inquietante! Gondim certamente já leu a respeito de uma tragédia ligeiramente maior, chamada Dilúvio, provocada por Deus para julgar a malignidade humana, ou ele acha que isso é mito? Quantos morreram naquela “tragédia”? Com certeza, mais que 155,000!
“Diante duma tragédia dessa magnitude”, ele diz, sugerindo, nas entrelinhas, que sofremos mais hoje em dia. Vejo isso como um egocentrismo simplório, como se o mundo jamais tivesse experimentado outras catástrofes: o que dizer do terremoto de Shansi, China, que em 1556 matou 830,000 pessoas? Da inundação de 1887 na mesma China, que ceifou a vida de 1 milhão de pessoas? Do ciclone que em 1997 matou 300,000 no Paquistão e Bangladesh?
Até quando vamos nos calar diante de líderes cuja cosmovisão passa primeiro pelo filtro da mente humana, interpretando a História com base no raciocínio, na observação, na experiência e na sabedoria humanos, fazendo das ciências sociais o parâmetro, forçando a Bíblia – a auto-revelação inerrante e suficiente do Deus Soberano, Criador e Sustentador dos céus e da terra e nosso Salvador/Senhor – a ter que se encaixar com o que o homem, no auge de sua arrogância, pensa? 1 Coríntios 1.18-2.5 trata disso!
” …espero que minhas intuições estejam me conduzindo no rumo certo”, diz Gondim. A Bíblia responde: O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? (Jr 17.9). Ouve quem quer!
Será que vamos assistir a esse “sutil (embora nem tanto)” ressurgimento pós-moderno da neo-ortodoxia (misturada com deísmo), calados? Infelizmente, há bastante gente em nossas igrejas que está lendo e ouvindo homens que têm esse tipo de convicção. Há líderes que estão preferindo dar ouvidos a discursos como esse a “mergulhar nas Escrituras” à busca de respostas… dá menos trabalho! Esse tipo de interpretação da História está brotando em muitos seminários outrora sérios para com a Palavra de Deus e está gerando “líderes” que têm esse discurso de um deus impotente, de um dualismo que mais parece um Luke Skywalker sendo cada dias mais vencido por Darth Vader.
Solução? Judas 3, caríssimos! precisamos batalhar pela fé de uma vez por todas confiada aos santos!
Estamos vivendo dias na igreja brasileira que se chama pelo nome de Jesus Cristo em que precisamos atentar, mais do que nunca, criteriosamente à exortação de Paulo: Pregue a Palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. (2 Tm 4.2-4).
Maranata!
Eros Pasquini

3 – Réplica do Pr. Ricardo Gondim à “Carta Aberta” acima:

Eros,
Recebi, consternado e triste, sua reação ao meu texto. Não por sua discordância, já que nenhum de nós fala “ex-catedra” sobre qualquer assunto. Porém, não estou acostumado a tanta virulência. Aliás, a essa altura de minha vida o que menos quero é vivenciar hostilidades, de qualquer espécie. Para mim, seria mais importante tê-lo como meu irmão do que um parceiro que simpatiza com minha teologia.
Ficou bastante claro que não concordamos em vários posicionamentos teológicos, mas infelizmente, não há mais clima relacional para debatermos os nossos conteúdos. Minha percepção é que você não se preocupou comigo como um irmão, mas se apressou em me rotular e me tratar como herege, que, “no auge de sua arrogância”, semeia pensamentos vãos. Fico triste que no debate de idéias, para consolidar os pontos de vista, firamos as pessoas com frases do tipo:”Gondim me assusta”; “Ele se constitui num ‘ministro da tragédia’”, “Você gostaria de passar a eternidade com o Deus que Gondim descreve?”.
Lamento que minhas inquietações tenham gerado tanta indignação em sua alma. Não, não estou querendo “minar intencionalmente a confiança das pessoas no Deus que é”. Talvez, antes de fazer uma declaração dessas, com forte conteúdo de juízo, você devesse passar algum tempo comigo para saber por onde caminha meu coração, minhas lágrimas pessoais, minhas dúvidas.
Sabe Eros? Você está corretíssimo em sua teologia, quem sou eu para negar os textos citados? Continue um paladino da ortodoxia. Defenda a fé. Confesso que não sou tão inabalável; assim, me recolho com minhas dores, procurando, na comunidade onde pastoreio, transformar meu “egocentrismo simplório”, em expressões concretas de compaixão.
Ricardo Gondim

4 -Tréplica do Pr. Eros Pasqnini:

Gondim,
Passei o dia fora, ontem, e só li seu e-mail há pouco.
Se a situação fosse inversa, eu também ficaria “consternado e triste”. Entretanto, sendo “profeta” como você também o é, a forma como você manifestou suas “lágrimas pessoais, por onde anda [seu] coração” – ou seja, publicamente - passou um recado claro: ele quer ser conhecido como quem pensa assim; e frases como “não há nenhuma força persuasiva no universo que me convença desses argumentos [que Deus age sem dar satisfação a nós]… não aceito que Deus, para alcançar seu propósito, produza um sofrimento brutal em tanta gente miserável, que não pediu para nascer na beira de uma praia paupérrima… apontam para o fato de que você aparentemente já se fechou para o que a própria Bíblia diz a esse respeito… não são bem as minhas declarações que tem “forte conteúdo de juízo”… suas declarações falam por si só: Conceitos como esses [Soberania, Onipotência) significam o quê dentro dos paradigmas das ciências sociais pós-modernas? Você mudou de cosmovisão – abandonou sua confiança na suficiência das Escrituras para colocar os paradigmas das ciências sociais pós-modernas como parâmetro para se enxergar a Deus. E quando você acrescenta: Será que não estamos insistindo em ler as Escrituras com as mesmas lentes dos medievais?, são minhas declarações que tem “forte conteúdo de juízo”, ou você não está dizendo que quem mantém sua confiança na literalidade da Palavra de Deus é retrógrado?
Se você tivesse, digamos, desafiado pessoas que vivem da Palavra, pregam a Palavra, para uma reflexão fechada, séria, de coração aberto – tipo criar um e-group só para isso – com o nome de todos citado no “Para, Cc”, eu veria isso com olhos de quem se lembra que, de vez em quando, minha cabeça também pira, e só a mulher com quem, pela graça de Deus, estou casado há quase 32 anos conhece boa parte dessas “minhas inquietações”… aí, alguns (poucos) amigos bem chegados conhecem uma parte menor dessas “minhas inquietações”… até que através da ajuda de um ou vários deles, ou de uma boa leitura de conteúdo bíblico, de uma pregação bíblica, ou através de meu próprio tempo na Palavra e oração… Deus se mostra novamente Soberano, Gracioso, Misericordioso, etc. Aí as “minhas inquietações” provam ser fruto de um homem que, conhecedor da Palavra (como você, também, o é), conhecedor de tantas bênçãos (como você, também, o é), por um descuido, tirou os olhos de Jesus. Não foi a única vez que esse “tirar os olhos de Jesus” aconteceu, mas a que mais me marcou foi quando esbravejei com Deus (punho cerrado) quando soube que meu pai estava com câncer e tinha dias contados. Não recomendo isso para ninguém, e sei que Deus não é glorificado quando temos esse tipo de atitude… mas Deus é tão gracioso e misericordioso que usou aquele momento (são passados 28 anos) para que a Soberania Dele deixasse de ser um conceito de sala de aula, guardado no intelecto, e passasse a ser “massa do meu sangue” – algo bem presente no meu coração. Deus me encheu de tanta paz e convicção que no culto de sepultamento do papai, meu texto foi: Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; como, pois, poderá o homem entender o seu caminho? Pv 20.24.
Mas do jeito que você fez – publicamente – foi mais que “sua inquietação” … mesmo que não tenha sido sua intenção, acabou sendo “sua ‘pregação’ “! Gondim, você sabe que tem um público (grande) te ouvindo… certamente muitos que nunca passaram sequer por uma Escola Dominical, um grupo de estudo bíblico, etc. … lançar para esse tipo de público “suas inquietações”, você me deixou alguma outra alternativa?
Entretanto, acreditando na sinceridade* de suas declarações abaixo, dando-lhe, portanto, o benefício da dúvida, e isso aliado ao acima exposto, talvez eu tenha deixado de lado uma provável alternativa… ao dizer o que você disse, da forma que disse, e para quem disse… você agiu, espiritualmente falando, com irresponsabilidade (precipitação), em lugar de ter intenção errada. E se esse for o caso, o tempo dirá, e eu serei o primeiro a reconhecer que errei na minha análise.
Encerro pedindo que você leia o artigo anexo: vem de um obreiro da HCF -Hospital Christian Fellowship, no Sri Lanka, que ao contrário de nós dois, está vivendo na pele o drama que nós só vimos à distância. Quando li, fiquei envergonhado de chegar a “pirar” por motivos tão menores, comparativamente insignificantes. Espero que faça bem ao teu coração*.
Eros

-O Anexo:

Tradução da carta disponível na internet (sem revisão)
Disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas queimadas a fogo. Tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus”.
Neemias 1: 3 e 4
Saudações no nome de Jesus.
Deus é Bom! Deus é Gracioso! Deus é Generoso! Deus é Ótimo!
Obrigado
Muito obrigado por todas as expressões de amor e preocupação e cuidado para conosco e com todas as nações que foram atingidas pelas ondas do maremoto. O que uma devastação tem causado! Obrigado também por toda a ajuda prática enviada. Por favor, nos perdoe pela demora em responder. Eu estava em Batticaloa, uma das piores áreas atingidas, executando apoio médico.
Essa manhã, enquanto lia as muitas cartas que recebemos, chorei. Elas me tocaram profundamente. OBRIGADO! O amor e orações de vocês curaram meu enfraquecimento e meus sentimentos internos.
Colegas do Hospital Christian Fellowship
Alguns de vocês perguntaram sobre nossas colegas. Sim, alguns de nossos caros amigos perderam alguns de seus queridos. Uma doutora perdeu sete de sua família, incluindo os pais. Outro perdeu cinco membros de sua família. Muitos crentes também morreram. Um pastor, enquanto ajudava as pessoas mais velhas de sua igreja, perdeu a esposa e dois filhos. Deus está os confortando. Muitas crianças também morreram. Há muitos outros bastante afetados.
Situação
Estamos muito preocupados com a terrível destruição da Sumatra, Índia, Andaman, Myanmar, Tailândia, Malásia, Maldivas e outros lugares. Aqui no Sri Lanka, o número de mortos continua crescendo. É maior do que ouvimos ou esperamos. Muitos estão desaparecidos e corpos continuam a serem descobertos.
Há 750 centros de refugiados e muitos estão desabrigados. Os auxílios terão que ser bem coordenado a curto e longo prazo. Levará muito tempo para escrever as histórias de destruição de vidas e casas, etc. e também as surpreendentes histórias de sobreviventes. Deus estava bem presente em todas elas apesar do horror.
As pessoas ainda estão meio estupefatas e chocadas. Há luto e lágrimas e um senso de desesperança e choque. A Igreja no Sri Lanka está realmente agindo com compaixão e cuidado.
Auxílio
Estamos envolvidos com o auxílio médico e trabalhando na coordenação com a Aliança Evangélica Nacional do Sri Lanka (afiliada a WEF). Foi muito tocante ministrar a centenas de refugiados e também ministrar ao Corpo de Cristo nessas áreas. Pudemos ver como a palavra de Deus causou tanto impacto e os animou. É muito difícil saber como coordenar, apesar disso Deus está ajudando.
Obrigado de novo pela vontade de muitos de virem aqui. Hoje o governo disse que há médicos estrangeiros o suficiente e que equipes médicas terão que ser registradas. Ainda procuramos clareza nisso. Ainda acreditamos que há uma enorme necessidade, mas é preciso sabedoria para coordenar isso através de centros baseados nas igrejas.
Promessas
Em meio a tudo isso Deus está dando promessas para o futuro. Na noite do dia 31 eu estava pensando que era provavelmente a primeira vez em 40 estanhos anos que eu não ia a um culto de véspera de ano novo. Mesmo assim vieram esses pensamentos:
2005 – Um ano do favor do Senhor.
a) 1 hora de maremotos que causou destruição. “Senhor, que esse ano seja cheio com ondas após ondas da graça de Deus e Sua amorosa bondade”.
b) Um severo terremoto – “Senhor, mande um terremoto espiritual às nações, um verdadeiro avivamento espiritual”.
c) Morte e destruição – “Senhor, nos mande vida em abundância”.
d) Tristeza e luto – “Senhor, nos dê um ano de alegria. Oh! Por um ano do favor do Senhor”.
Também estamos alertas sobre a segunda vinda de Cristo. Como repentinamente as coisas acontecem, devemos falar mais sobre a sua segunda vinda e vida com valores eternos em mente. Ele já está voltando!
Jeová Jireh
Deus observará isso!
Deus será visto!
Deus tornará isso claro!
Não agora, mas nos dias futuros, algum dia, de alguma maneira, iremos entender.
Em nossa viagem para o Oriente, eu fui secretamente e surpreendentemente tocado por como Deus provê. De pessoas a veículos, a acomodações, a remédios, a refeições, a aberturas, a finanças. Foi simplesmente muito, muito precioso.
Sim, Ele é Jeová Jireh! E Ele tem dado a maior provisão para a maior necessidade de todas, JESUS!
Também, enquanto ministramos àqueles que estavam de luto, os seguintes pensamentos vieram à minha mente.
Jesus é o Homem de dores – Então Ele pode confortar os feridos.
Jesus morreu e conquistou a morte – Então Ele pode nos fortalecer em face à morte e remover o medo dela.
Ele é a Luz – Então Ele pode iluminar a nossa escuridão.
Ele é o Deus da Aliança. Êxodo 34 : 5 e 6 – Ele julga o pecado até a terceira e quarta geração. Mas sua misericórdia é 250 vezes mais, a mil gerações.
Também para as crianças que morreram e foram arrastadas, o Senhor irá levantar uma jovem, santa geração, os nazireus.
Aquele que não poupou a seu próprio filho, antes por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?“.Romanos 8:32
Ore por sabedoria para saber como coordenar as coisas aqui com respeito ao trabalho médico.
Obrigado de novo por toda essa expressão de amor, preocupação e ajuda.
Com muito amor,
Arul & Ranji & Família da HCF

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Marcas





"À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles"- Isaías 8:20


   



    Por Guilherme Parizio


Devemos ter um ministério especifico para as chamadas seitas? Há bem pouco tempo alguns de nossos mais destacados teólogos acreditavam que sim. Livros, periódicos e até ministérios foram erguidos visando dirimir o avanço desses movimentos. Até porque, como dizia Van Baalen: "As seitas são as contas vencidas da igreja"1.

Essa tarefa parece que não tem mais lugar na igreja atual. Temos medo de parecer intolerantes e fanáticos. Não queremos nos comprometer com uma obra onde a polêmica parece ser a tônica. Preferimos, como recomenda Erickson, uma "exposição positiva da verdade"2 (ver, nesse mesmo blog, o artigo "Onde estão os apologistas?").

Concordo totalmente com essa posição, endosso e assino embaixo. Eu mesmo fui ganho para Cristo dessa forma. Só que eu não fazia parte de nenhuma seita (pelo menos não nessa época, mas isso já é outra história).
Acredito que da mesma forma que O Espírito Santo distribui diferentes dons para diferentes tarefas aos membros do corpo de cristo, que é a igreja, do mesmo modo (não tenho a menor dúvida) de que diferentes pessoas têm de ser alcançadas através de diferentes métodos. Alguém que porventura esteja lendo esse texto já tentou evangelizar um testemunha de Jeová usando o método tradicional de abordagem evangelística? Se já, muito provavelmente não deve ter tido êxito (a não ser que alguma manifestação sobrenatural tenha ocorrido e o TJ tenha caído aos pés do Mestre ali mesmo!).

Nos últimos anos temos dado muita ênfase as missões transculturais, o que é muito apropriado, pois a vocação da igreja é mundial. Os primeiros cristãos entenderam isso e cada um era um missionário em potencial. Contudo, antes de irem até os confins da terra os apóstolos e demais discípulos pregaram na Judéia e em Samaria!


Claro que estou usando uma linguagem metafórica. Não estou de maneira alguma dizendo, como já vi alguns afirmarem, que devemos primeiro ganhar nossa própria nação para Cristo para só assim partimos para outras terras, longe disso. Só estou redarguindo que não podemos fazer uma coisa em detrimento da outra. A igreja tem por prioridade ganhar os perdidos. Logo, afirmo: um mórmon, testemunha de Jeová ou espiritista é tão perdido quanto um muçulmano, hinduísta, budista ou animista! Se para irmos ao campo missionário precisamos nos preparar, conhecer a cultura, os fundamentos religiosos do povo que pretendemos alcançar, o mesmo princípio deve ser usado para atingirmos os sectários e sermos bem sucedidos na sua evangelização, pois eles vivem numa verdadeira subcultura religiosa, sob a mais poderosa opressão mental, e dentro de um legalismo terrível. Pregar para os sectários é fazer missões!


Sei que as últimas palavras que proferi foram fortes. Mas, longe de serem arrogantes, são palavras de misericórdia e amor. Sei que nesses movimentos existem pessoas honestas, de boa índole, caridosas, etc.. Mas isso não é suficiente para demonstrar o caráter salvífico desses movimentos, ou a indiferença do Criador em relação a esse relativismo religioso. Devemos sempre ter em mente que muitas delas agem assim não por serem membros desses movimentos, mas apesar desse fato. Deus nos deu paradigmas para identificar tanto práticas pessoais como igrejas bíblicas e doutrinas heterodoxas (Isaías 8:20). Não entra aqui a questão teológica de igreja visível e invisível.

Não podemos tampar o sol com a peneira e fingir que os adeptos de seitas estão salvos. Sei que parece arrogância e sei também que no nosso meio pessoas se comportam de maneira tão mundana que na maioria das vezes os sectários parecem ser os legítimos representantes de Cristo, o verdadeiro povo de Deus. Isso é fato. Mas é igualmente fato que eles negam doutrinas basilares da fé, como a Trindade, a divindade do Espírito Santo... E ensinam doutrinas estranhas como o batismo pelos mortos (por procuração), a salvação pelas obras meritórias e a reencarnação, entre outras. Práticas que além de serem inúteis são anti-bíblicas pelos seguintes fatos:


1-Elas negam a cruz de Cristo ao colocarem outro fundamento além do sacrifício vicário do Filho de Deus em nosso favor.


2-Elas contrariam diretamente as ordenanças estabelecidas pelo Criador e Legislador do universo.


3-Elas não dão segurança ao crente, pois estão baseadas em ensinamentos de homens e não alicerçadas na palavra de Deus.


Somos os donos da verdade? De maneira nenhuma. Então, como sabemos? Temos um livro guia. Eles também o possuem. Correto, mas se colocam acima dele quando o amordaçam com seus pressupostos doutrinários. Esse foi o erro da igreja medieval: não deixar a palavra falar sozinha. Esse é o nosso erro, quando atrelamos a palavra a práticas estranhas. Nosso, de nossas igrejas ditas ortodoxas! Não, não somos os donos da verdade, antes a verdade tem que nos possuir. A igreja tem marcas, as seitas também. Nós devemos decidir com quais iremos nos apresentar diante de Deus.